Evangelho do dia:Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento (Jo 2, 1-2).

domingo, 17 de maio de 2015

RITUAL DA MISSA

6. SOMOS ASSEMBLEIA DO POVO DE DEUS 
  Movidos pelo Espírito Santo, pusemo-nos a caminho e, na comunidade, fomos acolhidos para o encontro com o Senhor ressuscitado, que ilumina nossa vida. Reunidos, somos povo sacerdotal.
  A missa é celebração da Igreja, isto é, ação eminentemente comunitária, encontro que fazemos juntos com o Senhor. Ela vai além da expressão devocional e individual da fé. A reunião de pessoas que, durante a semana, procuraram viver individualmente segundo o domingo agora constitui a assembleia do povo de Deus. Mas, para formar a assembleia, em Jesus Cristo, sujeito da celebração, precisamos aderir ao agir comum, deixando de lado o individualismo. Nossos passos, nossa caminhada pessoal feita no decorrer da semana, unem-se com a caminhada comunitária e social dos irmãos e irmãs em busca de fraternidade, justiça e paz. Quer dizer, na assembleia litúrgica passamos do "eu" para o plural "nós": cantamos, rezamos, comungamos, damos graças e juntos acolhemos a palavra de Deus. Notemos que a missa, hoje, é diferente daquela dos tempos em que o padre rezava enquanto as pessoas faziam suas devoções. Agora, a missa é ação de toda a assembleia que participa unida, servida por ministros.
  A finalidade dos ritos iniciais é "fazer com que os fiéis, reunindo-se, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a palavra de Deus e celebrar dignamente a eucaristia" (IGMR 46). A assembleia litúrgica é uma comunidade organizada, um corpo vivo e articulado em torno dos objetivos, desempenhando diferentes atividades e funções, movido pelo Espírito Santo. Dessa realidade brota a importância da atuação da equipe de liturgia, atenta a tudo o que possa contribuir para a participação ativa, consciente, plena e frutuosa da celebração. O sacerdote que preside a missa é convidado a participar e a fazer que todos participem da ação de Deus. Ele precisa estar profundamente conectado ao Senhor e à assembleia, conduzindo-a à participação ativa e plena.
         Frei Faustino Paludo
Assessor da liturgia da CNBB