Evangelho do dia:Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento (Jo 2, 1-2).

domingo, 2 de agosto de 2015

RITUAL DA MISSA

13. O CANTO DO GLÓRIA 
  "O glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro. É cantado ou recitado aos domingos, exceto no tempo do Advento e da Quaresma, nas solenidades e festas e ainda em celebrações especiais mais solenes" (IGMR 53).
  O hino que hoje a assembleia canta com entusiasmo tem sua origem no canto dos anjos que ecoou na noite do nascimento de Jesus e foi sintonizado pelos ouvidos dos pastores que guardavam seus rebanhos (cf. Lc 2, 4). A princípio, no século 4º, era cantado pelo bispo que presidia a eucaristia do Natal. Notícias do século 11 dão conta de que o glória era cantado nas festas e domingos, exceto na Quaresma.
  O glória, por sua natureza, é um hino de louvor/glorificação da assembleia, que canta a glória de Deus e do Filho, Jesus Cristo. Cristo ocupa o centro do louvor, da aclamação e da súplica. Observando o texto do glória da missa, podemos notar que ele se subdivide em três partes: a) o canto dos anjos na noite de Natal ("Glória a Deus nas alturas e paz na terra..."); b) os louvores a Deus Pai ("Senhor Deus, rei dos céu... vossa imensa glória"); c) os louvores seguidos de súplicas e aclamações a Cristo ("Senhor Jesus Cristo... só vós o Altíssimo Jesus Cristo"). Conclui com um final majestoso, incluindo o Espírito Santo. O Kyrios, Jesus, é o centro desse grande hino de louvor.
  A riqueza bíblica, teológica e espiritual do glória da missa lança uma interrogação: "Por que substituí-lo por pequenas aclamações trinitárias, ou seja, simples aclamações dirigidas ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo?" O texto do glória, por certo, não poderia ser substituído por outro canto. É um hino cantado por toda a assembleia ou, de forma alternada, pelo povo com o grupo de cantores. Quando não for cantado, será recitado por toda a comunidade celebrante. 
      Frei Faustino Paludo
Assessor de liturgia da CNBB